Realidade brasileira: impostos, corrupção e desrespeito com o trabalhador, o nítido entrave ao progresso

11/12/2017

Estampado na nossa bandeira e expresso na Constituição Federal da República do Brasil, o progresso segue como objetivo e lema não só deste país, mas de quase todas as nações mundiais. No Brasil, vários são os motivos que são obstáculos para o avanço de um país, sendo alguns deles: a corrupção, carga tributária desmedida e o desrespeito para um classe alicerce de uma sociedade, o trabalhador.

O ano de 2017 vai chegando ao fim e dele, 5 meses e dois dias de trabalho (cerca de 153 dias) e aproximadamente  44,54% de todo o seu rendimento apurado no ano foi destinado a impostos, taxas e contribuições exigidos pelos governos federal, estadual e municipal [dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)]. Dito isto, uma pergunta se torna pertinente, uma bem simples: está havendo algum retorno? 

O Estado brasileiro, como na maioria das vezes, mesma com um altíssima carga tributária, não proporciona ao brasileiro contribuinte um retorno em educação, saúde, segurança pública e serviço de qualidade como se espera e que, se for feito com comprometimento, ética e planejamento, pode ser possível.

Quanto a corrupção, essa não precisa de muitas palavras para demostrar o quanto ela é perceptível e prejudicial. Tal tema ocupa boa parte dos noticiários e meios de notícias da atualidade, mostrando dia após dia o mar de dinheiro público que é usurpado por criminosos. 

Por ano, cerca de R$ 200 bilhões do suado dinheiro público são perdidos em atos de corrupção. Dinheiro este que poderia, ou melhor, deveria está sendo empregado em hospitais, escolas, servições públicos, políticas públicas das mais variadas espécies, enfim, tendo uma destinação comum ao povo brasileiro. Os dados são alarmantes, preocupantes e dolorosos, pois possuem reflexos diretos na nossa vida cotidiana.

O fracasso na busca pelo progresso e pela melhoria de vida do brasileiro não para por aí. A alta cúpula política e empresarial não trata o trabalhador com o mínimo respeito que esta classe merece. Após séculos de lutas sociais em busca de melhores condições laborais, o retrocesso aterrissou neste território caloroso. Há exatamente um mês entrou em vigor a nova legislação trabalhista, que modificou vários pontos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Descaracterização das parcelas salariais, diminuição de período de descanso, ampliação da terceirização, planos de demissões prejudiciais ao trabalhador, ampliação do poder do acordo coletivo e maior poderio ao empregador são uma pequena parte de pontos que prejudicam o trabalhador na sua relação de trabalho. O desnivelamento entre as partes do contrato de trabalho foi bastante intensificado com essa reforma, ou seja, o trabalhador ficou ainda mais vulnerável com relação ao seu empregador, dificultando o empregado na luta pelos seus direitos.

Portanto, se torna nítido a nossa realidade. Temos no geral, condições de trabalho que deixa a desejar, sendo que, mesmo com certas condições, trabalhamos para quase 50% do nosso esforço ser destinado a impostos e demais contribuições que, na avassaladora maioria das vezes não traz retorno aos cidadãos e por fim, vivemos momentos apavorantes sobre corrupção.