O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) - Por Deusval Lacerda de Moraes

17/03/2018

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) é um atentado à democracia brasileira. Voz altiva na Câmara de Vereadores da cidade do Rio de Janeiro, foi vítima do crime organizado que ela tanto apontou como doença degenerativa da sociedade carioca. Também mostra que o Estado está perdendo no combate à violência que assola o País. 

Nesse contexto, o Brasil tem que rever seu modelo de políticas públicas ultrapassadas em vários setores da atividade pública que só faz piorar a situação do convívio social. Por exemplo, não se pode combater a marginalidade e violência urbana quando se congela por 20 anos a destinação de recursos públicos para a segurança pública (PEC dos Gastos), quando se sabe que a tendência natural dessa anomalia é agravar-se cada vez mais. Pior, ainda, porque são as medidas paliativas quando a situação está em descontrole exatamente pela falta de investimentos no setor, como foi o caso da intervenção militar na segurança pública no próprio Rio de Janeiro. Ou seja, são erros e equívocos em cima de erros e equívocos persistentes e sistemáticos. 

Dessa maneira, não há como dirimir a situação, que, quer queira quer não queira, chegará ao caos, como se pode observar na insegurança absoluta em que vive a população da cidade Maravilhosa. Dito assim, não resolvem problemas crônicos e arraigados pátrios com golpe parlamentar-constitucional-judicial, com pseudos democratas fazendo as vezes de democratas e com gestores de fachada, mas através da adoção de ações públicas planejadas, concatenadas e sérias no sentido de buscar-se resolutamente o resultado que a sociedade almeja.