Lula: reação ao favoritismo - Por Deusval Lacerda de Moraes

14/09/2017

Pelas grandes transformações promovidas pelos profícuos governos do Lula que elevou o Brasil ao panteão das grandes economias do mundo, com distribuição de renda e justiça social, não poderia ser diferente, Lula, antes do golpe parlamentar-constitucional-judicial, era o franco favorito para vencer as eleições de 2018.

Com essa leitura, e depois de quatro derrotas presidenciais consecutivas, os seus principais opositores, os tucanos, vendo o quinto fracasso nas urnas, apoiaram a derrubada da presidente legitimamente reeleita Dilma Rousseff do poder, na visão de que, em conformidade com as circunstâncias político-econômicas, Lula despencaria eleitoralmente e como o PMDB só era para cumprir a transição do golpe, eles voltariam ao poder eleito pelo povo.

Lula realmente sentiu o impacto do golpe, não tanto pela tomada do poder, mas pela forma vil e abjeta como foi colocado no meio do furacão. E por isso rodopiou, apoiou-se nas cordas do ringue, mas com a bravura de um lutador nordestino, recompôs-se e, agora, parte novamente como favorito na luta do próximo pleito eleitoral presidencial.

Os tucanos, também por apresentarem vitalidade e força
nas eleições municipais de 2016, sobretudo com a vitória na cidade de São Paulo, e com o aparente fiasco petista, achavam-se sobranceiramente de senhores da situação. 

Eis que o feitiço virou sobre o feiticeiro. Pois não contavam com os fatores extracampo. Como o governo de Michel Temer agir contra o povo brasileiro; a acusação de corrupção de vários membros do governo golpista; o esgarçamento dos partidos políticos que apoiam o governo medíocre e contra os interesses da Nação; e próceres tucanos acusados de malfeitos que os deixaram na corrida presidencial com índices insignificantes. 

Entretanto, não se pode olvidar que o golpe - instalado pelo Congresso Nacional, Poder Judiciário, grande mídia, mercado e algumas instituições pátrias - tem um único objetivo: utilizar-se do Lawfare para impedir Lula da política brasileira. E veja que, mesmo ele com fôlego de sete gatos como o sucesso da Caravana do Lula pelo Nordeste, os golpeadores acreditam piamente na sua inviabilização política no tapetão. 

Pelo que se dessume da consciência dos golpistas, extremamente terceiro-mundista, não há como o Brasil galgar os objetivos historicamente almejados, como, por exemplo, evoluir à plenitude democrática; alcançar o desenvolvimento industrial e tecnológico; reduzir as desigualdades entre os ricos e muito ricos e pobres; ampliar o nível educacional e intelectual; enfim, ser uma Nação justa, solidaria, desenvolvida e com governos efetivamente para todos. Este sonho com os golpistas definitivamente não será realizado.