Como reparar o dano? - Por Deusval Lacerda de Moraes

31/08/2017

Se os auditores do Senado Federal, uma das Casas do Congresso Nacional que julgou definitivamente pela cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, isentou-a desde o início de qualquer responsabilidade sobre o crime das pedaladas fiscais, então o impeachment foi uma farsa.

Se os auditores e o Ministério Público de Contas do Tribunal de Contas da União (TCU) inocentaram Dilma Rousseff, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras na ocasião da compra da problemática refinaria de Passdena nos Estados Unidos, então essas acusações contra ela são mentirosas e levianas. 

Assim, se, pelo andar da carruagem, todas as acusações perpetradas contra a presidente Dilma Rousseff se confirmarem covardes e traiçoeiras, como de resto estão sendo comprovadas, quem, como ou quando vai reparar o dano inestimável para a vítima e para o próprio Estado Democrático de Direito do Brasil? 

Eis a questão. E talvez por isso os mandonistas corresponsáveis pelo sucedido estão irmanados numa cruzada institucional contra Lula e Dilma para ofuscar a realidade dos fatos, utilizando-se até do Lawfare no sentido de camuflar a verdade. Mas a verdade sempre prevalece e aos poucos, e contra a vontade dos golpistas, está se aflorando. 

Nas republiquetas, é terrível, quando se pensa em lavar a alma com a verdade vindo à tona, os mandarins de plantão usam todos os meios escamoteadores para tumultuar os fatos. Este é o estágio que se passa no momento no Brasil. Quando uma verdade vem à luz, surge uma investigação, uma condenação, uma prisão, geralmente ligada a pessoa beneficiária do erro, para exatamente confundir a opinião pública e as coisas voltarem para o ponto desejado do golpismo.