Barganha: quase sexo explícito - Por Deusval Lacerda de Moraes

30/07/2017

O ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim disse que uma reforma política precisa estar na plataforma do próximo presidente do Brasil e que mudar o sistema eleitoral é essencial para cobrir a troca de favores entre o Planalto e o Congresso, realizada sem cerimônia: "na frente de todo mundo". Diz o diplomata: "nunca vi uma coisa tão escancarada. É quase sexo explícito".

É inaceitável o Brasil chegar em pleno século XXI com uma classe política viciada e tão deteriorada como a que está apoiando o governo ilegítimo de Michel Temer e as suas danosas ações contra o povo brasileiro.

Acrescentaria ao discurso do ex-chanceler que, na verdade, o futuro presidente eleito do Brasil deve proceder mudança em quase tudo no País, inclusive no que o governo espúrio e seus asseclas despudoradamente mudaram para piorar a vida e o bem-estar do nosso povo.

Celso Amorim, como cidadão de primeira grandeza, já viu de tudo da direita tupiniquim, inclusive os desmandos e absurdos da Ditadura Militar, mas está indignado com a voracidade com que ela está desvirtuando o Estado Democrático de Direito em favor de interesses mesquinhos que nada tem a ver com os sonhos da brasilidade.

A direita pátria é desprovida de qualquer sentimento de nacionalismo ou nacionalidade. Ela, visando a rota mais curta de aplacar seus interesses intestinos, prefere a entrega do patrimonialismo público brasileiro às grandes corporações ou transnacionais do capitalismo selvagem estrangeiro em vez de lutar internamente para a construção da sua riqueza com a valoração econômica, tecnológica e industrial com base, em grande medida, no potencial e esforços nacionais.

Assim, faz-se coro com a decepção do diplomata Celso Amorim que, como cidadão conhecedor da geopolítica mundial, está horrorizado com o comportamento inadequado do governo Temer, e igualmente com vários congressistas que estão demonstrando sem qualquer disfarce profundo desamor ao Brasil e ao seu já secularmente oprimido povo.